Notas e Releases

18/10/18

Qual a importância da língua inglesa na aviação? 

O inglês é o idioma oficial da aviação internacional, adotado pela Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês), em 1951, a fim de padronizar a comunicação e evitar ruídos entre pilotos e controladores de voo. Mais do que auxiliar na comunicação, o idioma é essencial também na leitura de documentos. “Os manuais das aeronaves, que são consultados por pilotos e comissários, são redigidos em inglês, mesmo que o avião não seja fabricado em um país de língua inglesa, como um Airbus, por exemplo, cuja sede é na França e diversos componentes são produzidos em diferentes países europeus”, diz o consultor técnico da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Raul Souza.  

Boletins meteorológicos também são escritos na língua estrangeira. Códigos, como CAVOK (Ceiling and Visibility OK, que indica condições ideais para voo, com céu claro e sem nuvens), também são disseminados em inglês. Entre os comissários, o inglês também é fundamental porque há muitos passageiros estrangeiros em voos domésticos. 

Quem atua ou deseja trabalhar no setor passa por testes que medem a fluência na língua estrangeira. Entenda abaixo como funcionam as avaliações para os cargos de piloto, comissário/comissária de bordo e controlador de tráfego aéreo.  

 

Pilotos

Pilotos que atuam ou desejam atuar em rotas internacionais devem realizar obrigatoriamente o teste Santos Dumont English Assessment (SDEA), que segue normas e requisitos da ICAO. No Brasil, compete à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) certificar a proficiência linguística, em instituições credenciadas pelo órgão. 

A prova tem pontuação máxima de 6 pontos e é dividida em quatro entrevistas orais, com os seguintes temas: 

 

  • Tópicos da aviação
  • Interagindo como piloto
  • Situações inesperadas
  • Descrição de imagens e discussão 

A nota final do candidato é igual ao menor coeficiente conquistado em um dos quatro requisitos. Para ser aprovado, o piloto deve alcançar uma pontuação mínima de 4 pontos, sendo que com esta nota será necessário se submeter a um novo teste após três anos. Quem obtém nota 5 deve refazer a prova após seis anos. Já os candidatos que alcançam o grau máximo, 6, não precisam realizar o teste novamente.   

 

Comissários e comissárias 

Não há uma prova regulamentada que teste a fluência em língua inglesa de comissários e comissárias de bordo, mas as empresas aéreas avaliam o conhecimento dos profissionais no idioma. Na LATAM, por exemplo, os tripulantes passam por testes orais e as provas, no mesmo molde do teste da ICAO (nota mínima 4 para o profissional atuar em voos internacionais), são aplicadas tanto nos processos seletivos quanto também sazonalmente para os funcionários. Na LATAM é importante que os comissários tenham o inglês como meta nos estudos, uma vez que mesmo em voos nacionais sempre há pelo menos um colaborador fluente no idioma para atender passageiros estrangeiros.  

 

Controladores de tráfego aéreo

Os controladores de tráfego aéreo, que integram o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), devem ter, no mínimo, inglês nível intermediário quando passam a ocupar a função (sejam eles civis, aprovados em concurso, ou militares, que passaram pela formação de dois anos em Controle de Tráfego Aéreo na Escola de Especialistas da Aeronáutica – EEAR).  A capacitação na língua inglesa é continuada por toda a carreira dos controladores por meio de cursos contratados no Brasil e no exterior. Os níveis de proficiência na língua inglesa são estabelecidos em documentos normativos da ICAO, em uma escala de 1 a 6. Os controladores são constantemente avaliados, sendo considerados operacionais os níveis 4, 5 e 6.  Esta avaliação é feita com aplicação do EPLIS (Exame de Proficiência em Inglês Aeronáutico). Para os que se encontram no nível 4, o exame é aplicado a cada dois anos, nível 5 a cada três anos e, para os de nível 6, não há exigência de reavaliação.


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