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02/03/18

Turismo avança com medidas para gerar empregos

Em evento no GLOBO, ministro do turismo, Marx Beltrão, e lideranças do setor apontam os principais gargalos e alternativas para desenvolver o país. A meta é inserir 40 milhões de brasileiros no mercado nacional e ampliar para US$ 19 bi o faturamento com os estrangeiros 

 

 

Dos mais de 1,3 bilhão de consumidores do turismo internacional no mundo, menos de 0,5% escolhem o Brasil como destino. Enquanto os brasileiros gastaram US$ 19 bilhões no exterior em 2017, os turistas estrangeiros deixaram 5,8 bilhões de dólares na economia nacional. Os números indicam o potencial do turismo brasileiro. Plano desenvolvido pelo Ministério do Turismo tem meta de ampliar para US$ 19 bilhões o faturamento com o turismo internacional, aumentar de 6,6 milhões para 12 milhões o número de chegadas internacionais, inserir 40 milhões de brasileiros no mercado doméstico de viagens e gerar 2 milhões de empregos até 2022.

 

Para discutir os desafios, perspectivas e o pacote de medidas elaborado pelo governo, O Globo realizou, em parceria com o MTur, o seminário “Mais turismo, emprego e renda para o país” na terça-feira (27), no Rio. Dividido em três painéis, o evento destacou a importância da desburocratização para melhorar o ambiente de negócios, a conectividade aérea e os parques nacionais como importantes atrativos turísticos para promover o desenvolvimento sustentável.

 

– O turismo já ajudou diversos países como Espanha e Portugal a enfrentar a crise. Agora chegou a hora do Brasil despertar para o potencial turístico que tem – explicou Marx Beltrão, ministro do Turismo e palestrante do primeiro painel: “Uma nova política oficial de apoio ao turismo”. Ele ressaltou que o último Ranking de Competitividade de Viagens e Turismo 2017, do Fórum Econômico Mundial apontou o Brasil como o número um do mundo numa lista com 136 países no quesito recursos naturais. O mesmo estudo, no entanto, coloca o país na 129ª colocação no item ambiente de negócios.

 

Entre as ações propostas no pacote de medidas estão a modernização da Embratur, com reforço para a divulgação dos destinos brasileiros nos mercados internacional e doméstico, a abertura das empresas aéreas ao capital estrangeiro, e a adequação da Lei Geral do Turismo à atual dinâmica do mercado – a legislação em vigor é de 2008. “Estamos falando de um setor extremamente dinâmico e, em 10 anos, o cenário muda completamente”, explicou Marx Beltrão. Os três itens estão em tramitação no Congresso Nacional.

 

No total, o pacote elaborado pelo Ministério do Turismo tem dez medidas de incentivo ao setor. Algumas delas já implementadas, como os programas de qualificação e o visto eletrônico para países estratégicos como Austrália, Japão, Canadá e Estados Unidos. 

 

– Com o objetivo de resolver os impedimentos, as medidas do programa Brasil Mais Turismo não foram criadas só pelo Governo, mas a partir de consultas com especialistas nacionais e internacionais, pessoas que movimentam a economia do turismo em todo o mundo — pontuou o ministro.

 

Os primeiros resultados das mudanças já podem ser percebidos. Nos quatro países escolhidos para receber o sistema eletrônico de emissão de vistos, houve aumento significativo nos pedidos de acesso ao Brasil. Em poucos dias, a procura cresceu cerca de 80% no Japão e nos EUA. Segundo a Organização Mundial de Turismo, a facilitação de viagens tem potencial de incrementar em até 25% o fluxo turístico entre os países beneficiados. Com base nessa premissa, o Ministério do Turismo fez uma projeção e o visto eletrônico pode injetar R$ 1,4 bilhão na economia brasileira em dois anos.

 

O seminário “Mais turismo, emprego e renda para o país” também contou com a participação dos palestrantes Ricardo Botelho, diretor-presidente da Anac; e Ricardo Soavinski, presidente do ICMBIO. A mediação foi da colunista do GLOBO Flávia Oliveira.

 

 

Mudanças estruturais favorecem a conectividade

 

As mudanças na regulamentação, privatizações e tributações no setor aeroviário brasileiro, adotadas no ano passado, estiveram entre os temas debatidos no seminário Mais turismo, emprego e renda. Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas, disse que estas ações (desregulamentação sobre a cobrança à parte de serviços como o traslado de bagagens, tarifas de conexão, escolha de assentos, check-ins, queda no valor dos preços, entre outros) foram fundamentais para a aviação nacional.

 

– A tarifa média era de R$ 700,00 e hoje é de R$ 323,00. O volume de destino e de pessoas atendidas cresceu absurdamente. Em 10 ou 15 anos, nós teremos condições de dobrar novamente o número de passageiros transportados e o preço das passagens pode seguir o movimento descendente. Os desafios são os custos e tributos, o que não é exclusivo da aviação, mas correspondem a uma agenda nacional. A aviação é prova de como o Brasil tem capacidade técnica para dar certo – comentou, lembrando que o setor está apresentando uma retomada, mesmo que tímida.

 

Na avaliação de Roberto Luiz de Oliveira, diretor de Negócios Aéreos da Inframérica, empresa que atua em Brasília (DF) e Natal (RN), a concessão dos aeroportos foi positiva para o Brasil e para a cadeia do turismo.

– A aviação é feita de pelo menos dois pontos. Não adianta ter cinco ou seis bons aeroportos. Todos precisam ter infraestrutura adequada. Outra coisa muito importante é o fato de abrirmos o diálogo entre companhias e aeroportos, que antes não existia – explica Roberto.

 

 

 

Matéria veículada no jornal O Globo de sexta-feira, 2 de março de 2018.

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