Clipping

20/09/18

CLIPPING 20/09/2018

JORNAL DO BRASIL

Aeroportos querem cobrar a mais de museus por obras armazenadas

http://www.jb.com.br/pais/2018/09/7771-aeroportos-querem-cobrar-a-mais-de-museus
-por-obras-armazenadas.html

Aéreas pedem mais transparência no preço do querosene de aviação

http://www.jb.com.br/economia/2018/09/7744-aereas-pedem-mais-transparencia-no
-preco-do-querosene-de-aviacao.html

Companhias aéreas querem mudança na fórmula de precificação
do querosene

http://www.jb.com.br/economia/2018/09/7727-companhias-aereas-querem-mudanca
-na-formula-de-precificacao-do-querosene.htm

 

FOLHA DE SÃO PAULO

Viaje para mais destinos pelo preço de um e deixe de perder tempo
no aeroporto

Carolina Muniz

LISBOA

Se for preciso fazer uma conexão antes de chegar ao destino, por que não tirar proveito
disso? Essa é a lógica do stopover, parada gratuita oferecida por boa parte das companhias
aéreas.

Com esse serviço, o passageiro pode trocar horas de espera dentro do aeroporto por alguns
dias para conhecer a cidade onde a conexão onde é feita. Assim, ele aproveita para visitar
mais de um destino pagando por uma passagem.

Os lugares de parada variam de acordo com a empresa aérea. Cada uma tem seus hubs,
aeroportos com função estratégica que concentram as operações e distribuem os voos.

Na hora de comprar o bilhete em sites de busca ou das companhias, o viajante deve selecionar
apenas opções com conexões —para Cancún, no México, passando pela Cidade do Panamá,
por exemplo.

Depois de simular o valor, é preciso clicar no item “várias cidades” ou “múltiplos destinos”,
dependendo da plataforma. Aí, é possível escolher a data de cada trecho, contando com o
tempo de permanência na parada.

Vale ficar atento e comparar o preço com e sem os dias a mais na cidade da conexão. Em
geral, as passagens saem pelo mesmo valor —ou ficam um pouco mais caras. A maioria das
empresas permite somente um stopover por vez, na ida ou na volta.

No caso do grupo Air France-KLM, dá para fazer até duas paradas: uma na ida em Paris
(França) pela Air France e outra na volta em Amsterdã (Holanda) pela KLM, ou vice-versa. O
limite para a estadia é de 90 dias, tempo máximo de permanência para turistas brasileiros na
Europa.

A mesma lógica funciona para a parceria entre as companhias Lufthansa e Swiss. É possível
parar na ida e na volta em Frankfurt, na Alemanha, e em Zurique, na Suíça. 

Algumas empresas aéreas ainda oferecem facilidades extras para quem opta pelo stopover.
Na estadia de até três dias em Roma, os passageiros da Alitalia ganham descontos em hotéis
e podem guardar as bagagens no aeroporto, sem custo adicional.

Mas o serviço mais completo de stopover, para voos que saem do Brasil, é feito pela
portuguesa TAP. Lançado em julho de 2016, permite uma parada gratuita de até cinco noites
no Porto ou em Lisboa. 

Foram desenvolvidos especialmente para o programa um site e um aplicativo —que funciona
como guia de viagem e também dá acesso a descontos em hotéis, passeios e atrações
turísticas. Em Lisboa, o passageiro ainda ganha uma garrafa de vinho de cortesia em
restaurantes parceiros.

A estratégia da empresa é apresentar Portugal como destino aos turistas que não teriam
planos de viajar ao país tão cedo. Desde o início, o programa já recebeu mais de 200 mil
passageiros, 45% deles brasileiros.

 

Companhia aérea erra o próprio nome em pintura de avião

Mesmo em tempos de corretor automático, volta e meia cometemos deslizes ao digitar uma
mensagem no celular ou no computador. Val Marchiori, como sabemos, é socialite, não
socialista. 

Em Hong Kong, um erro parecido tomou dimensões colossais: um avião foi para a pista de
decolagem com o nome da companhia aérea grafado sem uma letra. Na aeronave, a Cathay
Pacific virou "CATHAY PACIIC". 

Depois das fotos tiradas por passageiros do Aeroporto Internacional de Hong Kong se
espalharem em fóruns e nas redes sociais, a própria empresa brincou e disse que o avião
voltaria para a oficina:

Um engenheiro da Haeco, empresa parceira da Cathay Pacific, disse em entrevista ao jornal
South China Morning Post que a pintura é realizada com um tipo de estêncil e que, em caso
de erro grosseiro, deveria haver ao menos um espaço em branco onde deveria estar a letra F. 

Sem uma explicação para o erro, fica a piada e o gasto extra com a pintura.

 

Copa Airlines tem nova classe executiva com chegada do 737 MAX

Guilherme Magalhães

A Copa Airlines apresentou nesta terça-feira (18), em um evento na Cidade do Panamá, seu
primeiro Boeing 737 MAX 9.

O novo modelo chega em um momento de expansão da operação da companhia panamenha
no Brasil, onde atua há 18 anos e acaba de inaugurar duas rotas (Fortaleza e Salvador),
totalizando nove cidades brasileiras conectadas ao Panamá. É a segunda maior operação da
Copa, atrás apenas dos Estados Unidos, com 13 cidades atendidas.

Além dos já conhecidos atributos do 737 MAX —compartimentos maiores para bagagem de
mão e reduções de 14% no consumo de combustível, 50% na emissão de gases poluentes e
40% no ruído na cabine—, a Copa aproveitou a estreia para apresentar sua nova classe
executiva, a Dreams.

Os 737 MAX 9 da Copa —o segundo maior avião da família 737 MAX— têm capacidade para 

166 passageiros, distribuídos em duas classes.

Os 16 assentos da Dreams são reclináveis tipo cama, e cada um possui tela sensível ao toque
de 16 polegadas com controle remoto, um avanço em relação aos atuais 737 NG. Lembrando
que um voo Guarulhos-Cidade do Panamá tem duração de seis horas e meia.

Além disso, a Copa introduziu um meio-termo entre a executiva e a econômica, a Economy
Extra, composta por 24 assentos com mais espaço para as pernas.

O novo Boeing inicia suas operações pela Copa em setembro. Nas rotas para o Brasil, deve
estrear em 2019.

Até o fim deste ano a companhia recebe mais quatro MAX de um total de 71 encomendados à
Boeing.

Os dois pilares da ordem de compra de US$ 6,6 bilhões (R$ 27,3 bilhões) são a renovação da
frota e a inauguração de novos destinos e frequências, afirma o gerente-geral da Copa no
Brasil, Emerson Sanglard.

Antes da chegada do MAX, a empresa panamenha tinha uma frota de cem aeronaves: 77
Boeing 737 NG e 23 Embraer E-190. A Copa atende 80 destinos em 32 países.

 

O ESTADO DE SÃO PAULO

Temporal destrói galpão e dois hangares de aeroporto no interior

https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,temporal-destroi-galpao-e-dois
-hangares-de-aeroporto-no-interior,70002509849

Aéreas querem mudança na fórmula de precificação de querosene
de aviação

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,aereas-querem-mudanca-na-formula
-de-precificacao-de-querosene-de-aviacao,70002509399

Gastos com voos fretados nas eleições 2018 passam de R$ 11 milhões

https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,gastos-com-voos-fretados-nas-eleicoes
-2018-passam-de-r-11-milhoes,70002510476

 

CORREIO BRAZILIENSE

Companhias aéreas querem mudança na fórmula de precificação
do querosene

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2018/09/19/internas

_economia,706914/companhias-aereas-querem-mudanca-formula-precificacao
-do-querosene.shtml

 

O ESTADO DE MINAS

Portaria da ANAC autoriza voos de grande porte no Aeroporto da Pampulha

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/09/19/internas_economia,990102/portaria
-da-anac-autoriza-voos-de-grande-porte-no-aeroporto-da-pampulh.shtm

Companhias aéreas querem mudança na fórmula de precificação
do querosene

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/09/19/internas_economia,990066/
companhias-aereas-querem-mudanca-na-formula-de-precificacao-do-querose.shtml

 

AGÊNCIA BRASIL

Aéreas pedem mais transparência no preço do querosene de aviação

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-09/aereas-pedem-mais-transparencia
-no-preco-do-querosene-de-aviacao

 

G1

Anac libera Aeroporto da Pampulha, em BH, para voos de grande porte

https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2018/09/19/anac-libera-pista-do-aeroporto
-da-pampulha-em-belo-horizonte-para-voos-de-grande-porte.ghtml

Galpões do aeroporto de Penápolis ficam destruídos após temporal

https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2018/09/18/galpoes
-do-aeroporto-de-penapolis-ficam-destruidos-apos-temporal.ghtml

Pane em iluminação de pista provoca desvios e cancelamentos de voos
no aeroporto de Boa Vista

https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2018/09/18/pane-em-iluminacao-de-pista-provoca
-desvios-e-cancelamentos-de-voos-no-aeroporto-de-boa-vista.ghtml

 

JORNAL DAS DEZ

Empresas aéreas querem mudar fórmula de preço do querosene

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/v/empresas-aereas-querem
-mudar-formula-de-preco-do-querosene/7030663/

 

DCI

Companhias aéreas querem mudança na fórmula de precificação
do querosene

https://www.dci.com.br/economia/companhias-aereas-querem-mudanca-na
-formula-de-precificac-o-do-querosene-1.741782

 

PANROTAS

Lufthansa dá início à tradição anual para Oktoberfest

https://www.panrotas.com.br/aviacao/empresas/2018/09/lufthansa
-da-inicio-a-tradicao-anual-para-oktoberfest_158849.html

Azul estuda nova rota de Campinas a Ponta Porã (MS)

https://www.panrotas.com.br/aviacao/novas-rotas/2018/09/azul-estuda
-nova-rota-de-campinas-a-ponta-pora-ms_158824.html

Azul oferece cerveja inédita no Brasil em happy hour a bordo

https://www.panrotas.com.br/aviacao/empresas/2018/09/azul-oferece-cerveja
-inedita-do-brasil-em-happy-hour-a-bordo_158834.html

American Airlines considera encerrar mudanças no bilhete

https://www.panrotas.com.br/aviacao/empresas/2018/09/american-airlines
-considera-encerrar-mudancas-no-bilhete_158830.html

PL quer permitir transferência de passagens aéreas para terceiros

https://www.panrotas.com.br/aviacao/distribuicao/2018/09/pl-quer-permitir-transferencia
-de-passagens-aereas-para-terceiros_158820.html

British promove melhorias para passageiros em conexão

https://www.panrotas.com.br/aviacao/aeroportos/2018/09/british-promove
-melhorias-para-passageiros-em-conexao_158811.html

 

MERCADO E EVENTOS

Azul lança nova cerveja da Patagônia em Happy Hour a bordo

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/azul-tera-lancamento
-da-cerveja-patagonia-durante-happy-hour-a-bordo/

PL: Inspeção da bagagem de passageiras poderá ser realizada só
por mulheres

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/inspecao-da-bagagem-de
-passageiras-podera-ser-realizada-so-por-mulheres/

Aeroporto de Dubai ganhará Hard Rock Café em novembro

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/aeroporto-de-dubai
-ganhara-hard-rock-cafe-em-novembro/

Qatar Airways registra prejuízo de US$ 69 milhões: “o ano mais
desafiador da história”

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/qatar-airways-registra
-prejuizo-de-us-69-milhoes-o-ano-mais-desafiador-da-historia/

Copa Airlines estreia nova Business e Economy Extra no B737 MAX 9

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/copa-airlines-estreia-nova-business
-class-e-economy-extra-no-b737-max-9/

American Airlines revela rotas que receberão B787s reconfigurados em 2019

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/american-airlines-revela-rotas-que
-receberao-b787s-reconfigurados-em-2019/

 

VALOR

Aeroporto da CCR sofre revés no TCU sobre reabertura de Pampulha 

Por Fernanda Pires | De São Paulo 

A concessionária BH Airport, que explora o aeroporto de Confins e tem como principal
acionista privado a CCR, sofreu um revés no Tribunal de Contas da União (TCU). A área
técnica da corte considerou improcedente representação feita pelo senador Antonio
Anastasia (PSDB-MG) contra a reabertura do aeroporto de Pampulha para voos
interestaduais. E pediu a suspensão da cautelar que, desde o fim do ano passado, limita
Pampulha a voos regionais.

Confins está localizado na região metropolitana de Belo Horizonte e Pampulha, na capital.
Ficam a menos de 35 quilômetros de distância pela rodovia MG-010. A BH Airport é contrária
à reabertura de Pampulha para voos de longa distância, um dos mercados-alvo de Confins.
Argumenta que a coexistência dos dois aeroportos num raio tão pequeno pode inviabilizar a
concessão.

O aeroporto de Confins foi arrematado pela iniciativa privada em leilão realizado pelo governo
em 2013. Com 51%, o bloco privado é formado pela CCR (com 75%) e pela suíça Zurich
(com 25%). Os 49% restantes são da estatal Infraero. Já Pampulha é 100% da Infraero. 

O assunto está agora com o ministro do TCU Bruno Dantas, relator do processo. Após o voto
dele, será levado ao plenário. Não há data para tanto. 

Por meio de uma portaria do Ministério dos Transportes de outubro de 2017, o governo liberou
Pampulha para voos de longa distância o que, na prática, o torna concorrente de Confins. O
senador Anastasia entrou no TCU contra o ato argumentando que ele foi editado sem
motivação. Na representação, o tucano disse que a área técnica do ministério se manifestara
meses antes justamente contra a ampliação dos voos em Pampulha. Tanto que uma nota
técnica fundamentou a publicação, em maio de 2017, de uma primeira portaria restringindo
Pampulha ao tráfego regional.

O entendimento era que a reabertura de Pampulha poderia ter reflexos negativos para o
transporte aéreo na região metropolitana de Belo Horizonte, como perda de conectividade,
redução de voos internacionais e aumento do preço das passagens. O TCU concedeu, então,
cautelar suspendendo a portaria de outubro até uma decisão sobre o mérito. 

Agora, a área técnica do TCU concluiu que o pleito de Anastasia não procede. Para a unidade,
a edição de atos pelo governo que permitiram a reabertura de Pampulha teve
"fundamentações técnicas e jurídicas". Sustentou que limitar Pampulha "fere frontalmente" o
princípio da liberdade de voo, previsto na lei que criou a Agência Nacional de Aviação Civil
(Anac), e que a reabertura do aeroporto favorece o interesse público - além de trazer
benefícios financeiros à Infraero e, consequentemente, ao erário. Para a unidade técnica, a
medida é a solução que melhor atende ao interesse público ao ampliar a possibilidade de
escolha do usuário e fomentar a livre concorrência.

A área argumentou ainda que os estudos da BH Airport que mostram impacto negativo à
continuidade das operações de Confins se Pampulha for reaberto "são claramente
extemporâneos". E que essa possibilidade foi prevista no processo de concessão de Confins.
Nas audiências públicas pré-leilão, a Anac deixou claro que isso era risco da concessionária e
não poderia ser objeto de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, disse o tribunal.
Finalmente, a unidade técnica concluiu que eventual reflexo negativo na concessão de
Confins por conta de Pampulha não pode justificar medidas repentinas do governo.

A assessoria do senador Anastasia disse que ele só se manifestará após decisão final do
TCU. 

A CCR informou que aguarda a deliberação do plenário. Contudo, o presidente da CCR
Aeroportos, Eduardo Camargo, disse, que foram desconsideradas as argumentações da
empresa listadas em estudos que apontam reflexos negativos se Pampulha for reaberto.
Entre os quais: queda de 15% no tráfego aéreo da região até o fim da concessão de Confins,
redução de voos e possível alta de preços nas passagens. Confins é extremamente relevante
no portfólio da CCR Aeroportos. Passaram pelo aeroporto 10,2 milhões de passageiros em
2017, metade do que a companhia movimentou no período.

Sobre o risco da demanda ser do concessionário, o executivo disse que essa interpretação
"não é tão objetiva". "Isso tanto não estava claro que o estudo de viabilidade do governo
federal projetou uma demanda considerando que Pampulha não estaria aberto", disse
Camargo. Pela mesma razão, acrescentou, "as obrigações de investimento em Confins
consideravam justamente toda a demanda da região metropolitana". Segundo ele, há ainda
uma concorrência assimétrica, pois a operação de Pampulha tem isenções tributárias.

Stefan Conrad, presidente da Zurich Airport Latin America, considerou "imprescindível que
sejam mantidas as condições iniciais, de Confins ser o único aeroporto da região". Para ele,
tratar a reabertura de Pampulha "apenas como uma questão técnica é um grande erro". A
empresa, disse o executivo, "vê uma dimensão muito maior por trás dessa decisão". A
Infraero é área de influência do ex-deputado Valdemar Costa Neto, do PR, apontado nos
bastidores como o pai do pedido de reabertura de Pampulha.

Caso o plenário do tribunal acompanhe a área técnica, cabe recurso na própria corte de
contas. Se a BH Airport for malsucedida nesse intento, o passo seguinte é pedir reequilíbrio
econômico-financeiro do contrato na Anac. Se o pleito for negado pela agência, o caminho é
a Justiça. Por fim, se a concessionária não tiver êxito, possivelmente pedirá devolução
amigável da concessão. "Mas, hoje, isso está longe", disse Camargo.

 

Aéreas querem mudança no cálculo do combustível para reduzir custos 

Por João José Oliveira | Valor 

SÃO PAULO  -  A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a Associação
Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) e a Associação de Transporte
Aéreo da América Latina e Caribe (Alta) esperam que a Agência Nacional do Petróleo (ANP)
consiga desenvolver um novo modelo para cálculo do querosene de aviação (QAV) que
permita aumentar a transparência na formação de preços desse que é o principal insumo da
aviação.

A ANP lançou no último dia 15 de agosto uma minuta que está em consulta pública por
30 dias que pode levar a mudanças na fórmula de precificação do querosene de aviação. As
entidades dizem que são necessários ajustes na fórmula do QAV, citando por exemplo a forma
de incidência de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a cobrança de
taxas setoriais para que o transporte aéreo no Brasil ganhe em eficiência e competitividade.

As três entidades do setor aéreo estimam que a aviação brasileira teve em 2017 um custo
extra de R$ 1,3 bilhão com a atual precificação do combustível dos aviões, o querosene de
aviação (QAV), quando comparado o modelo de tributação no Brasil com o de outros países. 

“Hoje, por uma série de fatores, em especial do ICMS [cuja alíquota varia de 11% a 25% em
cada estado) o combustível aqui representa 30% dos custos de uma empresa, contra uma
média de 17% nos Estados Unidos”, disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz. 

Segundo ele, a esse tributo, devem ser adicionados o PIS e a COFINS, que, juntos, oneram
em mais de 7% o preço de refinaria do combustível. 

Além disso, diz a entidade, na fórmula de cálculo do QAV entram taxas extras, como por
exemplo o Adicional Ao Frete Para Renovação da Marinha Mercante (AFRNMM) — o que
não faz sentido, diz a Sanovicz, uma vez que mais de 80% desse insumo é produzido no
Brasil. 

“É preciso que o combustível dos aviões tenha uma fórmula de precificação mais transparente
e que reduza os custos do setor, beneficiando os passageiros”, disse Sanovicz, que participa
hoje do 4º Fórum Internacional de Aviação Civil, que começou anteontem e termina hoje em
Fortaleza (CE), evento organizado pela Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci).

“Desenvolver uma precificação atrelada a uma fórmula transparente de preços para diminuir
os custos é de fundamental importância para o crescimento sustentável do transporte aéreo
em todo o país”, disse o diretor geral da Iata para o Brasil, Dany Oliveira, também presente
no evento. 

“Uma mudança na precificação atual do querosene de aviação auxiliaria no desenvolvimento
do transporte aéreo no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento econômico e o
crescimento do país”, apontou o diretor executivo da Alta, Luis Felipe de Oliveira. 

O querosene de aviação, responsável por quase um terço do preço do bilhete aéreo,
alcançou na semana de 20 de agosto o seu maior valor histórico pago pelas companhias
aéreas no Brasil, em torno de R$ 3,30 por litro, incluindo impostos.  

Segundo dados da ANP, é o maior preço registrado desde 2002, ano em que entrou em vigor
a liberdade tarifária no Brasil, o que derrubou as tarifas aéreas à metade do valor cobrado até
então. 

Só nos últimos dois anos, o QAV acumula alta de 82%. 

Durante o evento em Fortaleza, Abear, Iata e Alta assinaram com o Ministério dos Transportes,
Portos e Aviação Civil, um memorando de entendimento com o objetivo de criar uma estrutura
de cooperação institucional para desenvolvimento da aviação. 

 


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