Clipping

08/10/18

CLIPPING 08/10/2018

JORNAL O GLOBO

Agilidade no embarque e rastreamento de bagagem: conheça os desejos de
quem viaja de avião

https://oglobo.globo.com/boa-viagem/agilidade-no-embarque-rastreamento-de-bagagem
-conheca-os-desejos-de-quem-viaja-de-aviao-23125643

 

O ESTADO DE SÃO PAULO

Leitor alega que foi cobrado a mais por cancelamento de passagem

https://sao-paulo.estadao.com.br/blogs/seus-direitos/leitor-alega-que-foi-cobrado-a
-mais-por-cancelamento-de-passagem/

 

O ESTADO DE MINAS

Oferta total da Gol cresce 1,8% em setembro ante 1 ano; demanda cai 1,0%

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/10/05/internas_economia,994480/oferta
-total-da-gol-cresce-1-8-em-setembro-ante-1-ano-demanda-cai-1.shtml

 

AGÊNCIA BRASIL

Aeroporto recebe ajuda de labrador para evitar entrada de peste suína

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-10/aeroporto-recebe-ajuda-de-labrador
-para-evitar-entrada-de-peste-suina

 

G1

Liminar suspende greve de carregadores de bagagem no Aeroporto
de Viracopos

https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2018/10/05/liminar-suspende-greve
-de-carregadores-de-bagagem-no-aeroporto-de-viracopos.ghtml

Aeroporto de Viracopos anuncia nova rota de carga para Istambul

https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2018/10/05/aeroporto-de-viracopos
-anuncia-nova-rota-de-carga-para-istambul.ghtml

Aeroporto de Ilhéus, na Bahia, passa a ser administrado por
empresa privada

https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2018/10/05/aeroporto-de-ilheus-na-bahia
-passa-a-ser-administrado-por-empresa-privada.ghtml

Carregadores de bagagem de Viracopos fazem paralisação e
voos atrasam em Campinas 

https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2018/10/05/carregadores-de
-bagagem-do-aeroporto-de-viracopos-fazem-paralisacao-em-campinas.ghtml

Associação internacional de aéreas pede que governo reconsidere
adiamento de início do horário de verão

https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/10/05/associacao-internacional-de
-aereas-pede-que-governo-reconsidere-adiamento-de-inicio-do-horario-de-verao.ghtml

Companhia aérea deve indenizar padrinho que perdeu casamento;
determinação é da Justiça do DF

https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2018/10/08/companhia-aerea-deve
-indenizar-padrinho-que-perdeu-casamento-determinacao-e-da-justica-do-df.ghtml

 

GLOBONEWS EM PONTO

Companhias aéreas criticam nova data de início do horário de verão

http://g1.globo.com/globo-news/videos/v/companhias-aereas-criticam-nova-data-de

-inicio-do-horario-de-verao/7066427/

 

BATV - SALVADOR

Aeroporto de Ilhéus passa a ser administrado por uma empresa privada

https://globoplay.globo.com/v/7070200/

 

DCI

Oferta total da Gol cresce 1,8% em setembro ante 1 ano; demanda cai 1,0%

https://www.dci.com.br/economia/oferta-total-da-gol-cresce-1-8-em-setembro-ante-1-ano
demanda-cai-1-0-1.746656

Demandas da Gol e Azul seguem direções distintas em setembro

https://www.dci.com.br/servicos/demandas-da-gol-e-azul-seguem-direc-es-distintas
-em-setembro-1.747470

Demanda doméstica por voos da Gol cai 0,5% em setembro; Azul
tem alta de 11,7%

https://www.dci.com.br/servicos/demanda-domestica-por-voos-da-gol-cai-0-5-em
-setembro-azul-tem-alta-de-11-7-1.74669

Demanda por voos domésticos da Azul sobe 11,7% em setembro

https://www.dci.com.br/servicos/demanda-por-voos-domesticos-da-azul-sobe-11-7
-em-setembro-1.746651

Demanda doméstica por voos da Gol cai 0,5% em setembro, diz empresa

https://www.dci.com.br/servicos/demanda-domestica-por-voos-da-gol-cai-0-5-em-setembro
-diz-empresa-1.746644

 

PANROTAS

Air France-KLM relançará programa corporativo de benefícios

https://www.panrotas.com.br/viagens-corporativas/aviacao/2018/10/air-france
-klm-relancara-programa-corporativo-de-beneficios_159371.html

Tap inicia recrutamento com vagas para mais de 300 pilotos

https://www.panrotas.com.br/aviacao/empresas/2018/10/tap-inicia-recrutamento
-com-vagas-para-mais-de-300-pilotos_159361.html

Iata vê troca no horário de verão com “profunda preocupação”

https://www.panrotas.com.br/aviacao/aeroportos/2018/10/iata-ve-troca-no-horario
-de-verao-com-profunda-preocupacao_159365.html

Aérea usa fotos do Instagram para encontrar passagens em app

https://www.panrotas.com.br/aviacao/tecnologia/2018/10/aerea-usa-fotos-do-instagram
-para-encontrar-passagens-em-app_159360.html

Turkish terá voo de cargas de Campinas (SP) a Istambul

https://www.panrotas.com.br/aviacao/empresas/2018/10/turkish-tera
-voo-de-cargas-de-campinas-sp-a-istambul_159359.html

Gol tem aumento de 1,8% em oferta em setembro; veja números

https://www.panrotas.com.br/aviacao/pesquisas-e-estatisticas/2018/10/gol-tem
-aumento-de-18-em-oferta-em-setembro-veja-numeros_159356.html

 

MERCADO E EVENTOS

Curaçao celebra voo direto com Brasil em evento especial

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/curacao-celebra
-voo-direto-com-brasil-em-evento-especial/

Air France completa 85 anos com passagens a 85 euros

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/air-france-completa
-85-anos-com-passagens-a-85-euros/

Qatar Airways troca cinco A350-900s por A350-1000s

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/qatar-airways
-troca-cinco-a350-900s-por-a350-1000s/

United encomenda mais nove B787-9s e estreia B787-10 em janeiro

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/united-encomenda-mais-nove
-b787-9s-e-estreia-b787-10-em-janeiro/

Adiamento do início do horário de verão prejudica mais de 50
companhias, diz Iata

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/adiamento-do-inicio-do
-horario-de-verao-prejudica-mais-de-50-companhias-diz-iata/
]

Funcionários da Alitalia ameaçam realizar greve a partir do
dia 31 de outubro

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/funcionarios-da-alitalia
-ameacam-realizar-greve-a-partir-do-dia-31-de-outubro/

Demanda e oferta da Azul crescem 16% em setembro; ocupação
chega a 83%

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/azul-divulga-resultados
-do-trafego-em-setembro-demanda-aumenta-16/

ROTA M&E: Gol vai operar no Ezeiza e Azul mantém liderança
de pontualidade

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/rota-me-gol-vai-operar
-no-ezeiza-e-azul-mantem-lideranca-de-pontualidade/

 

VALOR

Gol vai aumentar a receita em dólar 

Por João José Oliveira | De São Paulo 

A Gol aposta em um novo avião que consome 15% menos combustível e pode voar até 20%
mais longe que os jatos atualmente usados para ampliar em quase 40% a oferta de assentos
em rotas internacionais em 2019, e incrementar a fatia de dólares no faturamento total da
companhia para reforçar a proteção do balanço contra a volatilidade cambial e o petróleo caro.

"Vamos lançar pelo menos um novo destino estrangeiro a cada trimestre até 2021", disse ao
Valor o presidente da Gol, Paulo Kakinoff. Na malha doméstica, onde é líder desde 2016,
a empresa costura inéditas parcerias com aéreas regionais para alcançar cidades distantes
e atrair mais passageiros do interior do país. O plano é aumentar em 3% a oferta de assentos
em voos domésticos.

Segundo Kakinoff, a partir de 4 de novembro, quando decola o primeiro voo internacional
com o novo Boeing 737 Max-8 para Miami e Orlando, a Gol começa a expansão internacional.
No radar, daqui em diante, está qualquer destino que esteja ao alcance do 737 Max-8, ou
seja, 6,6 mil km. 

A empresa recebe nesta semana o terceiro avião, dos 30 jatos dessa nova geração que a
Boeing entregará à Gol até 2021. "De 70% a 80% das missões [voos] que os novos Max
vão fazer serão rotas internacionais", disse Kakinoff. Os novos aviões começam a substituir
os Boeing 737 NG. A frota da Gol é de 120 aeronaves. 

A receita em dólar corresponde a 20% dos R$ 11,5 bilhões que a Gol projeta faturar neste
ano. "Vamos crescer [a receita em dólar no balanço], com certeza", disse o presidente da
Gol, sem detalhar a projeção. Analistas de mercado calculam que a fatia chegue a 30%
até o fim de 2019. 

Ter receita em dólar é importante para a Gol porque mais de 50% de suas despesas
operacionais e cerca de sua 80% da dívida, de R$ 8 bilhões, variam de acordo com a
moeda americana. 

O presidente da Gol disse que o novo jato vai permitir à empresa aumentar a oferta de
assentos sem elevar o custo médio operacional. "Na verdade, nosso plano é reduzir o custo
médio por assento". 

A expansão da malha internacional da Gol terá foco no sul dos Estados Unidos, Caribe e
principais capitais da América do Sul. Hoje, a Gol já voa para Argentina, Uruguai, Chile,
Paraguai, Bolívia, Suriname e República Dominicana. São aeroportos que ficam dentro do
raio de alcance dos Boeing 737-NG. 

Além de Miami e Orlando, a Gol vai começar a voar para Quito, no Equador, em dezembro,
e, depois, para Cancún. O plano é ter até dez novas cidades fora do Brasil em sua malha
de voos até 2021. Para atender a esses destinos, a Gol vai criar rotas novas, como uma que
parte de Congonhas, passa por Brasília ou Fortaleza, seguindo então para os Estados Unidos.

A Europa e cidades dos Estados Unidos, como Nova York, fora do raio de ação do Boeing
737 Max-8 seguem sendo atendidas pelas parcerias internacionais e sócias minoritárias da
Gol - a americana Delta Air Lines e a franco-holandesa Air France KLM. Kakinoff observou
que mesmo nesses voos, a Gol captura parte da receita em moeda estrangeira, além de
diluir despesas. "Nossa estrutura em Miami e Orlando, por exemplo, é compartilhada com a
Delta", disse ele.

No mercado doméstico, a estratégia é ampliar voos a aeroportos maiores, assim que a
economia voltar a crescer de maneira mais firme; e fechar mais parcerias com aéreas
regionais para chegar a aeroportos menores. 

A malha da Gol, que voa apenas com aviões do modelo Boeing 737, é formada por 55
aeroportos. A Azul tem uma estratégia diferente. Atende 104 destinos e usa aviões de três
tamanhos: Airbus, com mais de 160 assentos, Embraer, com 100 lugares, e ATRs, para até
60 passageiros. 

Aviões maiores precisam de duas condições para atender a um determinado aeroporto, diz
Kakinoff - infraestrutura e demanda suficiente para gerar, ao menos, 70% de taxa média de
ocupação. 

O primeiro foco de crescimento da malha doméstica da Gol, diz ele, são aeroportos que hoje
já têm infraestrutura e demanda para receber os Boeing 737, mas que por conta da fraca
economia brasileira, estavam sem tráfego. "Temos hoje oito aeroportos que estão muito
 perto de ter demanda suficiente. Basta a economia melhorar um pouco". 

Nos aeroportos maiores, mas que não podem ser atendidos pelos Boeings da Gol, por
questão de infraestrutura ou de demanda insuficiente, a estratégia é fechar acordos com
aéreas regionais que voem com aviões turboélices, como os ATR. A Gol já tem acordo com
a Passaredo, de Ribeirão Preto (SP), que atende 13 destinos. 

O próximo acordo vai ser assinado com a MAP, do Amazonas, que voa a 14 cidades. "Já
estamos negociando", disse Kakinoff. 

Para aeroportos ainda menores, a Gol fechou acordo com a Two Flex, que tem 18 aviões
Grand Caravan, da Cessna, para até nove passageiros. A parceria começa em janeiro,
atendendo 14 municípios no Rio Grande do Sul. 

Kakinoff traça o cenário para 2019 com certo otimismo. Ele observa que, independentemente
de quem for ocupar o Palácio do Planalto, a inflação está controlada, os juros estão baixos e
o ritmo da atividade (PIB) mostra elevação - quadro bem diferente de 2015, quando
começou o segundo mandato de Dilma Rousseff. 

 

Preço médio da passagem aérea cai 3,9% no 2º trimestre, informa Anac 

Por João José Oliveira | Valor 

SÃO PAULO  -  O preço médio das passagens aéreas praticado pelas companhias
brasileiras nos voos domésticos no segundo trimestre deste ano foi de R$ 321,78, o que
representa uma redução de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado, atualizando
os dados pela inflação, segundo o relatório Tarifas Aéreas Domésticas, publicado pela
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Já no acumulado do primeiro semestre do ano, o preço médio do bilhete foi 1,5% maior
que um ano antes, atingindo R$ 342,94, ante R$ 337,84 de tarifa média entre janeiro e julho
de 2017. 

Segundo a Anac, de janeiro a junho deste ano, 8% das passagens aéreas foram
comercializadas com tarifas abaixo de R$ 100, enquanto 55,7% ficaram abaixo de R$ 300.
As passagens acima de R$ 1.500 representaram 0,6% do total. 

O valor da tarifa aérea registrado na Anac corresponde à remuneração dos serviços de
transporte aéreo público e não contempla o valor da tarifa de embarque nem o valor de
serviços opcionais, como bagagens e assentos especiais. 

Segundo a Anac, os custos do setor de aviação subiram este ano. A agência cita a taxa de
câmbio do real frente ao dólar no segundo trimestre, que teve alta de 12,1% em relação ao
mesmo período do ano passado. "A moeda americana tem forte influência nos custos com
combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves, que, em conjunto,
representaram cerca de 48% dos custos e despesas dos serviços aéreos no trimestre", diz
a Anac.

A agência cita também o querosene de aviação (QAV), que representou cerca de 29% dos
custos e despesas operacionais dos serviços de transporte aéreo e teve aumento de 34,1%
no período. 

Ainda segundo a Anac, a greve dos caminhoneiros, realizada em maio, afetou o setor aéreo,
além da economia em geral, com impactos observáveis nos índices de preços e no Produto
Interno Bruto do país. 

Com relação ao tráfego, a demanda por transporte aéreo doméstico, medida em passageiros
quilômetros pagos transportados (RPK), apresentou alta de 5,1% no segundo trimestre deste
ano em relação ao mesmo período do ano anterior. 

A oferta doméstica, medida em assentos quilômetros ofertados (ASK), cresceu 6,3% no
mesmo período. Já a taxa de aproveitamento dos assentos das aeronaves em voos
 domésticos teve oscilação negativa de 1,2%, ficando em 78,4%. 

 

Caso de sucesso, Ryanair enfrenta problemas 

Por Josh Spero e Arthur Beesley | Financial Times, de Londres e Dublin 

Em 1995, logo depois de assumir como CEO da Ryanair, Michael O'Leary, escreveu um
memorando sem meias palavras. Sua missão de cortar custos seria "implacável [...] à custa
do charme, estilo e elegância, se necessário". Ele cumpriu o prometido: a cultura pragmática
da Ryanair produziu uma empresa aérea sem muitos enfeites, mas com ótima margem de
lucro e um alto valor relativo das ações.

Na semana passada, no entanto, a Ryanair alertou para problemas nos resultados, o que fez
as ações recuarem 11%, em meio ao período mais turbulento já enfrentado pela empresa
aérea de baixo custo, com greves, altos preços do combustível e concorrência cada vez mais
feroz. 

Investidores e pessoas ligadas ao setor até passaram a se perguntar se os melhores dias
da Ryanair já teriam ficado para trás. O analista Daniel Roeska, da Bernstein, entende que o
lucro líquido de 2017, de € 1,45 bilhão "é um nível de lucro que eles não vão voltar a atingir
tão cedo". A Ryanair projeta lucro de € 1,1 bilhão a € 1,2 bilhão de euros em 2019, 10% a
menos do que a previsão anterior.

Em entrevista ao "Financial Times", O'Leary avisou que pode haver mais más notícias por
vir: "Se vamos precisar cortar a previsão para o ano de novo? Esperamos não ter que cortar,
mas, novamente, isso não pode ser descartado se os preços [das passagens] continuarem
caindo e os preços do petróleo continuarem subindo." Ele é otimista, entretanto, quanto ao
valor das ações.

O setor tem sido impactado pela alta do preço do petróleo e pelo excesso da capacidade de
voo das empresas aéreas, mas a Ryanair também teve que enfrentar uma série de greves
desgastantes que deixaram os passageiros irritados e os investidores receosos de que
O'Leary possa estar perdendo a habilidade de controlar custos. 

O'Leary expressou reiteradas vezes sua aversão pelos sindicatos. Disse certa vez que
"o inferno iria congelar" antes que ele os aceitasse. Agora diz, contudo, que há muito previa
o cenário atual. "Tenho duas posições: vamos, em última medida, acabar sendo
sindicalizados [...] e eu aceitei isso como realidade, mas enquanto pudermos adiar a
sindicalização, vamos tentar adiar a sindicalização. As duas não são contraditórias."

Depois da debacle do terceiro trimestre, que incluiu milhares de voos cancelados e milhões
de dólares em indenizações, a Ryanair concordou em reconhecer seus sindicatos e negociar
acordos de trabalho coletivos. O processo, porém, foi duro, com poucos acordos coletivos
sendo assinados e os funcionários entrando em greve em diversas ocasiões durante o verão
europeu, algumas vezes de forma coordenada pela Europa.

As greves não são episódios incomuns na aviação - funcionários de cabine da British
Airways fizeram greve de 85 dias em 2016 e 2017 - mas as da Ryanair são particularmente
prejudiciais, porque a empresa não consegue ou não tem muita disposição para contratar
 aviões e tripulações externos de substituição. 

Joost van Doesburg, do sindicato VNV, de pilotos da Holanda, disse que quer alertar os
consumidores sobre o custo verdadeiro dos voos baratos. "Se você paga um valor que não
é realista pelas suas passagens, então alguém está recebendo a conta - neste caso, os
funcionários", diz ele. 

Mesmo enquanto lida com as inquietações dos pilotos, O'Leary está no mercado para gastar.
As recentes falências de várias pequenas empresas aéreas europeias ajudam a lidar com o
excesso de capacidade de voo do setor e dão a oportunidade de contratar diante da falta
 mundial de pilotos. "Não vai ser nada bonito neste inverno e vai haver muitas
oportunidades", disse O'Leary. A Primera, uma pequena empresa aérea da Letônia,
quebrou na segunda-feira à noite e na quarta a Ryanair "promoveu um dia aberto para
pilotos da Primera [...] Entrevistamos mais de cem pilotos", disse O'Leary.

A força da Ryanair, mesmo se aceitar os sindicatos, vai ser sua disciplina, disse o consultor
especializado em aviação Philipp Goedeking, que assessorou 20 empresas aéreas sobre
como melhorar sua competitividade e agora trabalha com bancos sobre riscos estratégicos
que as empresas aéreas representam para os investidores. Ele elogiou a Ryanair por seguir
estritamente sua estratégia "escandalosamente bem-sucedida" que "não se desviou nada
de seu rumo", evitando, por exemplo, os voos de longa distância. Quanto à sindicalização,
"ele vai perder essa batalha [...], mas isso não vai matar a Ryanair", disse Goedeking.

Saber se a Ryanair vai conseguir mudar sob o comando de O'Leary, de 57 anos, vai depender
em parte de como se dará sua permanência. Em 2019, seu contrato de cinco anos acaba e
ele disse que preferiria ter um contrato renovável anual, enquanto o conselho de
administração quer um de cinco anos. Os sindicatos avaliam não haver chance de mudança
na cultura da empresa enquanto ele estiver no comando. Analistas dizem não ter visto
evidências de mudanças de cultura até agora.

Apesar da queda das ações, alguns grandes acionistas continuam do lado de O'Leary. Um
dos 30 maiores acionistas disse que embora as greves tenham causado um "golpe
significativo" para a confiança e a imagem, "os representantes sindicais da companhia
precisam entender o modelo de negócios da empresa, já que não é de interesse de ninguém
matar a galinha dos ovos de ouro".

Bem no alto da lista de problemas da Ryanair está a insatisfação dos investidores com o
presidente do conselho de administração da empresa, David Bonderman, o bilionário de
75 anos que fundou a firma de private equity Texas Pacific Group. Os donos de quase
30% das ações votaram contra sua reeleição na assembleia anual mais recente. Protestaram
que o mandato de 22 anos de Bonderman significava que ele não poderia representar um
controle independente sobre as atitudes de O'Leary. Este tem esperança que Bonderman
seja reeleito em 2019. O'Leary, que diz não ter "desejo" de comandar o conselho. "Não
tenho a idade suficiente, a calma suficiente ou a sabedoria suficiente para ser o chairman
da Ryanair". (Tradução de Sabino Ahumada)


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