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29/06/18

O impacto do combustível na aviação

A recente greve de caminhoneiros que afetou todo o país colocou o cidadão comum, que depende de seu automóvel, na mesma situação vivida diariamente, e há muito tempo, pelas companhias aéreas brasileiras.

 

Se o aumento frequente do preço do diesel passou a ser inviável para os caminhoneiros e levou o país ao caos, os reajustes do querosene utilizado pelos aviões (QAV), determinado pela variação do preço do petróleo no mundo, é um desafio permanente, dia e noite para as cias aéreas.

 

O QAV representa cerca 30% dos custos totais da aviação– bem acima da média internacional, de 19%. Além de estar exposto às cotações do barril de petróleo no mercado internacional, também é impactado pela volatilidade da taxa de câmbio. Na comparação entre maio de 2017 e de 2018, o preço médio do petróleo WTI expandiu significativos 44,4%, enquanto o dólar teve valorização de, aproximadamente, 13%.

 

O conhecido Custo Brasil também se faz presente, ao taxar o abastecimento dos voos domésticos em até 25%, a depender da alíquota de ICMS de cada estado. Tributo este que só é aplicado no Brasil. 

 

Para o avião e seus quase 100 milhões de passageiros por ano a situação permanece a mesma: custos subindo sem parar e, ainda assim, garantir a eficiência dos serviços.

 

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